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As dificuldades que rodeiam a difusão e exibição em Portugal estiveram
também em debate durante o Cinanima, em particular durante um debate sobre o
tema "Cinema de Animação vs Televisão", que juntou alguns dos principais
agentes de ambos os sectores no dia 13 de Novembro.
Entre os oradores, as presenças incluíram o presidente do ICAM Elísio de
Oliveira e a responsável pelo departamento de programas infanto-juvenis da
RTP, Teresa Paixão. Mas foi a plateia que reuniu maior número de "caras"
conhecidas ligadas ao mercado, incluindo Pedro Berhan da Costa, antecessor
de Elísio de Oliveira à frente do Instituto, o realizador João Botelho, o
escritor Rui Zink e Humberto Santana, presidente da Associação de Produtores
Portugueses de Animação, entre outras.
Para o responsável do ICAM e apesar da crise generalizada que se atravessa,
a animação é "uma área do audiovisual com maior possibilidade de
proporcionar retorno ao investimento efectuado", sendo necessário fortalecer
alianças com entidades estrangeiras para a realização de formatos mais
alargados e séries.
Por seu lado, Teresa Paixão salientou os elevados custos da dobragem, cuja
rentabilidade aumenta em séries ou filmes de longa duração. Finalmente, João
Botelho criticou a limitação da animação ao público infantil por parte da
televisão e, ao ICAM, a ausência de uma cobrança aos canais do total da
percentagem sobre a publicidade.
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