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O 25 de Abril de 1974 vem abrir as portas deste género cinematográfico,
destacando-se os programas de Vasco Granja e o arranque do Cinanima,
festival internacional de animação realizado anualmente em Espinho deste
1977. Aqui nasceu toda uma nova geração, com figuras como Regina Pessoa, ou
Pedro Serrazina.
Hoje, a animação em Portugal esta mais madura, mas enfrenta dificuldades.
Sendo um género que, mais do que as longas metragens, carece de subsídios e
de um meio ambiente propicio, o encerramento do estúdio Animatógrafo,
liderado por Abi Feijó, e as dificuldades que tem sofrido a Casa da
animação, no Porto, são sinais visíveis de um ciclo recessivo. A «Suspeita»,
realizada por José Miguel Ribeiro, em 1999, foi o ponto alto desta arte,
quem tem a vantagem de não ter de se subordinar aos meios «reais» do cinema,
convidando a percorrer os caminhos das imaginação.
Mark Baker, realizador britânico de animação, afirmou no último Cinanima que
tinha a impressão que em Portugal não havia propriamente uma industria, mas
sim «indivíduos». Nada mais certo. Por outro lado, deixou também a mensagem
que «também em Londres a industria é muito frágil. Não é nada como na
América. O mais próximo que temos disso é a Aardman que, no entanto, é uma
excepção».
É verdade que a excepção não faz a regra, mas o género cinematográfico que é
a animação, a nível nacional, continua a mostrar uma qualidade que merece
ter continuidade.
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