Amor de Perdição
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ficha técnica

Título original:
Nazaré, Praia de Pescadores

Origem:
Portugal

Duração:
900 metros (existem 318 mt. )

Local de Estreia:
São Luiz (Lisboa) - 23 de Janeiro de 1929

Realização
Leitão de Barros

Argumento
Leitão de Barros

Assist. Realização
António Lopes Ribeiro

Dir. Fotografia
Artur Costa Macedo

Exteriores
Nazaré

Lab. Imagem
Raúl Lopes Freire

negativo:
35 mm

som:
Mudo

base de dados
filmes

 

Nazaré, Praia de Pescadores, de Leitão de Barros (Col. Cinemateca Portuguesa)
Filme Mudo; 1929
Nazaré, Praia de Pescadores
de Leitão de Barros
 

com    Pescadores e Habitantes da Vila da Nazaré.

"Nazaré, Praia de Pescadores", de Leitão de Barros (Col. Cinemateca Portuguesa)  

Sinopse:

A vida dos pescadores - da indumentária aos hábitos quotidianos - a faina marítima, a vila, a praia e o mar da Nazaré na década de vinte.

Observações:

"Nazaré", só parcialmente subsiste (a segunda parte do filme desapareceu) mas o que dele ficou é plasticamente admirável e talvez nunca mais tenha voltado a ser conseguido, com tanta força e pureza, na obra do Autor, porventura, depois de Manoel de Oliveira, o maior cineasta dos nossos anos 30 e 40."

João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, col. Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, ed. Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1991.

"Nitidamente influenciado pela vanguarda cinematográfica europeia, designadamente a soviética, Leitão de Barros construiu um filme documental seguindo uma concepção de "cinema puro", que a luminosidade e o recorte do preto e branco de Costa Macedo acentuavam no plano plástico. A Nazaré e as suas gentes, de resto, são um tema a preto (os fatos, as sombras, as redes) e branco (as casas, a areia, o céu), e o cineasta, também pintor, compreendeu-o perfeitamente. Mas acrescentou aos elementos descritivos o toque lírico, aqui e além reforçado pela pura invenção cinematográfica, como na cena do nascimento da rede. Ao contrário de muitos documentários portugueses posteriores, Leitão de Barros criava um ambiente verista que, mesmo em tom de crónica fugidia, não deixava de acentuar contrastes, de dinamizar conceitos visuais, erguer a imagem ao máximo da sua potência anímica.

(...) A crítica e os seus entendidos repararam que tinha nascido ali um possível cinema português. Era um caminho, que veio a ser trilhado por mais alguns e que teve sempre a vantagem de fugir às ilusões realistas pela via do lírico e, porque não, do sentimental."

Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1986.

 

 
Associação para a Promoção do Cinema Português