Amor de Perdição
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ficha técnica

Título original:
Um Adeus Português

Origem:
Portugal

Duração:
82 min.

Local de Estreia:
Quarteto, Tivoli (Lisboa) - 17 de Abril de 1986

Realização
João Botelho

Argumento
João Botelho
Leonor Pinhão

Diálogos
Leonor Pinhão

Actores
Ruy Furtado
Henrique Viana
Maria Cabral
Isabel de Castro
Cremilde Gil
João Perry
Fernando Heitor
Cristina Hauser

Dir. Fotografia
Acácio de Almeida

Montagem
Ana Luísa Guimarães
João Botelho
Leonor Guterres
Leandro Ferreira

Decoração
Jasmim de Matos
António lima

Dir. Som
Joaquim Pinto

Misturas
Richard King

Música
Olivier Messiaen
Música Popular de Angola

Dir. Produção
Rosi Burguete

Produtor
João Botelho

Interiores
Tóbis Portuguesa

Exteriores
Lisboa
Mafra
Ponte do Lima
Ponte da Barca

Lab. Imagem
Tóbis Portuguesa

Estúdio Som
Nacional Filmes
World Wide Pictures

Financiamento
IPC - Instituto Português de Cinema
Fundação Calouste Gulbenkian

Distribuição
Doperfilme

negativo:
35 mm

som:

base de dados
filmes

 

Cartaz de Um Adeus Português de João Botelho (Madragoa Filmes)
Longa Metragem; 1985
Um Adeus Português
de João Botelho
 

com    Fernando Heitor (Alexandre), Maria Cabral (Laura), Ruy Furtado (Raul), Isabel de Castro (Piedade), Cristina Hauser (Rosa) e João Perry (Jorge).

Cartaz de "Um Adeus Português" de João Botelho (Madragoa Filmes)  

Sinopse:

Uma história de guerra (África, 1973) e uma história de paz (Portugal, 1985). Em África, durante a guerra colonial, uma patrulha perde-se no mato e um furriel morre, na operação; doze anos depois, em Portugal, a família do furriel - viúva, pais, irmão - reune-se, em paz.

Observações:

Segunda longa-metragem de João Botelho. Estreou nos cinemas Quarteto e Tivoli, em 17 de Abril de 1986.

Como curiosidade, refira-se que as cenas da guerra colonial foram filmadas na Tapada de Mafra.

"(...) "Um Adeus Português" é a primeira fita portuguesa de ficção onde a guerra colonial é explícito centro e motor dramático. Partindo o tempo em dois territórios disjuntos (África, 1973, a preto e branco - Portugal, 1985, a cor), João Botelho organiza um presente, vazio e carente, com vector nesse passado, absurdo e fantasmático, num filme onde nada estremece e tudo cala e se ensimesma. (...)

Novelo de vidas bloqueadas, ... é um filme plasticamente belo e emocionalmente seco; sem explosões, sem escapes."

Jorge Leitão Ramos, in Dicionário do Cinema Português, ed. Caminho.

Prémios e Festivais:

Tucano de Ouro ao Melhor Realizador e Menção Honrosa OCIC-Organização Católica Internacional do Cinema e do Audiovisual no FestRio-Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 1985.

Grande Prémio do IPC-Instituto Português de Cinema, em 1985.

Troféu de Prata da OCIC no Festival de Cinema de Berlim, em 1986.

Grande Prémio no Festival de Salsamaggiore, Itália, em 1986.

Grande Prémio no Festival de Belfort, França, em 1986.

Prémio RDP/Antena 1, em 1986

Prémio do Secretariado do Cinema e da Rádio, em 1986

Prémios Nova Gente ao Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor - Ruy Furtado, em 1986

Prémio Mulheres à Melhor Actriz - Isabel de Castro

Se7es de Ouro à Melhor Realização, Melhor Fotografia - Acácio de Almeida, Melhor Interpretação Femenina -- Isabel de Castro e Melhor Interpretação Masculina - João Perry, em 1986-87

 

 
Associação para a Promoção do Cinema Português