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ficha técnica

Título original:
Pássaros de Asas Cortadas

Origem:
Portugal

Duração:
91 min.

Local de Estreia:
Cinemas Condes e Roma (Lisboa) - 3 de Maio 1963

Realização
Artur Ramos

Produção
Cinedex

Obra Original
Artur Ramos
Luis Francisco Rebello

Argumento
Artur Ramos
Luis Francisco Rebello

Diálogos
Luís Sttau Monteiro
Alexandre O'Neill

Actores
Paulo Renato
Carlos Fernando
Leónia Mendes
Júlia Buísel
Maria João
Ruy de Carvalho
António Sarmento
Lúcia Amram
Hugo Casaes
Morais e Castro
Gérard Castello Lopes
Helena Calmon
António Faria
Fernanda de Sousa
Carlos Gonçalves
Luís Tito
Seabra Cardoso

Dir. Fotografia
João Moreira

Imagem
Manuel Marques

Montagem
Artur Ramos

Decoração
Sena da Silva

Dir. Som
Augusto Simões Lopes

Música
Filipe de Sousa

Produção Executiva
Manuel Queiroz

Produtor
Manuel Queiroz
César Guerra Leal

Interiores
Cinedex

Exteriores
Estoril
Cascais

Lab. Imagem
Ulyssea Filme

Estúdio Som
Cinedex

Distribuição
Internacional Filmes

negativo:
35 mm

som:

base de dados
filmes

 

Pássaros de Asas Cortadas, de Artur Ramos
Longa Metragem; 1963
Pássaros de Asas Cortadas
de Artur Ramos
 

com    Lúcia Amram (Elsa), Paulo Renato (Eduardo), Ruy de Carvalho (Francisco), Leónia Mendes (Rosa, Mulher de Francisco), Hugo Casaes (Frederico Azevedo Lopes), Morais e Castro (Rodrigo), Júlia Buísel (Odete) e Gérard Castello Lopes (Manuel, o Médico)

"Pássaros de Asas Cortadas", de Artur Ramos  

Sinopse:

Retrato da alta burguesia, pelo final de dos anos cinquenta. Após um acidente fatal, que envolve um irmão, Elsa procura romper com o estrato corrupto e preconceituoso de que é oriunda, o qual leva Francisco, pai da vítima, motorista de uma família rica, a resignar-se com o irremediável, para não compromoter o filho do patrão, procurando tirar do drama algumas vantagens.

Observações

Adaptação do drama teatral homónimo de Luís Francisco Rebello. Adaptado pelo autor e pelo realizador, com diálogos de Luís de Sttau Monteiro e Alexandre O'Neill.

O filme teve muitos cortes da censura. Porém a metragem do que se supõe ser a montagem final, 2509 mt, corresponde ao negativo conservado. Estreou nos cinemas Condes e Roma, em Lisboa, em 3 de Março de 1963.

"Filme de nítida "crítica social", denúncia de costumes burgueses (...), onde se destaca uma tomada de posição característica dos autores neo-realistas (...). Peca sobretudo pelo esquematismo do conflito e pelo concencionalismo das personagens, manobradas por uma "tese" para demonstrar.

Falta sobretudo um fôlego cinematográfico, uma liberdade de exposição, uma verosimilhança que destruísse o "retrato-robot" de uma classe, por muito positivas e politicamente oportunas que fossem as críticas feitas, por graves que tenham sido os condicionalismos de censura."

Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1986

"Com "Dom Roberto" , este filme marca, na historiografia habitual, o início do chamado Cinema Novo. Por mim gostaria de o situar mais na charneira que no príncipio de qualquer coisa. Até porque o que dele resta é sobretudo uma intenção, uma vontade de diferença que, porém, se fica pelo gesto e não chega, verdadeiramente, a pô-lo em acto (...).

Jorge Leitão Ramos, in Dicionário do Cinema Português 1962-1988, ed. Caminho, 1989

 

 
Associação para a Promoção do Cinema Português