Amor de Perdição
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ficha técnica

Título original:
Os Olhos da Alma

Origem:
Portugal

Duração:
76 min. - 1449 metros

Local de Estreia:
Tivoli (Lisboa) - 30 de Março de 1925

Realização
Roger Lion

Produção
Fortuna Films

Obra Original
Virginia de Castro Almeida

Actores
Arthur Duarte
Gil Clary
Maria Emília Castelo Branco
Nestor Lopes
Francisco Sena
Manuel Grilo
Maxudian
Leonor Lopes

Dir. Fotografia
Daniel Quintin
Marcel Bizot
Charles Mallet

Montagem
Ayres d'Aguiar

Decoração
Rui Teixeira Bastos

Produtor
José de Castro e Almeida

Interiores
Portugália Film – Cardoso & Correia

Exteriores
Lisboa
Batalha
Nazaré
Alcobaça

Distribuição
Companhia Cinematográfica de Portugal

negativo:
35 mm

som:
Mudo

base de dados
filmes

 

Os Olhos da Alma, de Roger Lion (Col. Cinemateca Portuguesa)
Filme Mudo; 1923
Os Olhos da Alma
de Roger Lion
 

com    Maria Emília Castelo-Branco (Maria), Gil Clary (Leonor), Nestor Lopes (Claúdio), Manuel Grilo (António, o Moço de Forcados) Maxudian (Pedro, o Ferreiro), Francisco Sena (Fragoso) e Arthur Duarte (Miguel, o Arqueológo).

"Os Olhos da Alma", de Roger Lion (Col. Cinemateca Portuguesa)  

Sinopse:

Numa comunidade da orla costeira, dois clãs - um pequeno mas influente, formado pelos proprietários dos barcos e, o outro, maior e de baixos recursos constituído pelos pescadores. Sobre uma intriga de ódios, rivalidades e paixões, paira um terrível segredo.

Observações:

Foi em "Os Olhos da Alma" que a Nazaré serviu pela primeira vez de cenário a um filme português. Estreou em Paris e Londres.

"Pelo dramatismo com que algumas sequências são filmadas e pela qualidade plástica dos seus planos, "Os Olhos da Alma" é um dos dos mais interessantes filmes do período mudo do cinema português. (...)

É o filme que "descobre" a Nazaré (retomada por Leitão de Barros em "Nazaré, Praia de Pescadores" e "Maria do Mar"), revela o esplendor do cenário do Mosteiro da Batalha, dá a ver imagens da conturbação política lisboeta da época, no que é, de resto, essa sim, uma originalidade a não menosprezar já que as "ambientações" urbanas escasseiam nas produções da época,. (...)

(Roger Lion confere) ao filme uma assinalável carga dramatica em termos visuais. Pode dizer-se que toda a sequência da tempestade e do salvamento, é de antologia. Está lá a dimensão trágica, está lá a confluência entre a subida da tensão dramatica e o simultâneo desfecho narrativo das histórias familiars e amorosas do enredo, está lá uma plasticidade raras vezes conseguida em filmes portugueses da época. (...)

Maria João Madeira, in Folhas da Cinemateca, 17 de Maio de 2003.

 

 
Associação para a Promoção do Cinema Português