Amor de Perdição
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ficha técnica

Título original:
Os Lobos

Origem:
Portugal

Duração:
1500 metros

Local de Estreia:
Jardim Passos Manuel (Porto) - 7 de Maio de 1923

Realização
Rino Lupo

Produção
Ibéria Film

Obra Original
João Correia de Oliveira
Francisco Lage

Argumento
Rino Lupo

Actores
José Soveral
Flora Frizzo
Manuel Baptista
Joaquim Avelar
Sarah Cunha
Branca de Oliveira
Joaquim Almada
Eduardo Rios
Joaquim Moreira
Ainda de Oliveira
Francisco Amores
Ricardina Maia
Santos Castro
Jeanne Nancray

Dir. Fotografia
Artur Costa Macedo

Decoração
Rino Lupo
Henrique Alegria

Produtor
Carlos Cudell Goetz

Exteriores
Serra da Estrela
Seia
Valezim
S. Romão
Foz do Douro

negativo:
35 mm

som:
Mudo

base de dados
filmes

 

Os Lobos de Rino Lupo (Col. Cinemateca Portuguesa)
Filme Mudo; 1923
Os Lobos
de Rino Lupo
 

com    Branca de Oliveira (Luzia), Joaquim Almada (Tónio), José Soveral (Ruivo), Joaquim Avelar (Gardunho), Sarah Cunha (Águeda), Eduardo Rios (São Gens), Joaquim Moreira (Simão do Anho o Pai de Tónio) e Flora Frizzo (Andreza, Mãe de Tónio.

"Os Lobos" de Rino Lupo (Col. Cinemateca Portuguesa)  

Sinopse:

Serra da Cabreira. Uma aldeia dominada pela tradição patriacal: a mulher ocupa-se das lidas do lar ou recolhe lenha; o homem vela pelos rebanhos ou abate árvores de que fará carvão. Após cumprir pena por crime passional, um marítimo chega àquelas paragens, convertendo-se em elemento de fascínio e desagragação da estructura arcaica.

Observações:

"(...) Os Lobos ficaram (...) como o mais expressivo, o mais nobre filme surgido antes do revolucionário advento do fonocinema. É, sem dúvida, a mais bela jóia que a cinematografia portuguesa do período do cinema mudo tem para mostrar." (...)

"Primeiro filme na história do cinema português em que se filma uma curta cena de um nú integral de uma jovem."

Félix Ribeiro, in Filmes, Figuras e Factos da História do Cinema Portugês 1896-1949", ed. Cinemateca Portuguesa, 1983.

"De certo modo, Os Lobos é um filme "à deriva" sem a orientação estética precisa nem uma filiação segura, mas que retira dessa errância uma singularidade paradoxal. Por isso, se acham nele o que seriam no futuro algumas constantes do cinema português: a criação de uma poética à margem de um argumento ou até contra ele: a fundamentação de uma figuração plástica como contorno de uma figuração dramática, que quase só por ela se exprime. Talvez por isso -- inaugurando outra constante do nosso cinema -- "Os Lobos" tenha sido uma obra muito mais apreciada no estrangeiro do que em Portugal, onde a incongruência foi mais acentuada do que a inegável originalidade."

João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, col. Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, ed. Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1991.

"(...) Rino Lupo, que filmou cinco vezes mais que o previsto (...), acabou por arruinar os financiadores com os seus métodos de rodagem, onde predominava a improvisação e o desprezo pela sequência escrita. A sua imaginação transbordante, o seu sentido de cinema, a sua inspiração de última hora, dominavam os trabalhos, e isso, paradoxalmente, pela vibração que transmitia, dava aos intérpretes uma fundamental naturalidade." (...)

"No entanto, a estreia do filme no São Luís, em 7 de Julho de 1923, não provocou a atenção do público, e "Os Lobos" caiu alguns dias depois, vindo a realizar, paradoxalmente, uma boa carreira no Brasil, na França, na Itália e na Roménia. Talvez uma palavra explique o fenónemo: era um filme "novo", "adiantado", que hoje se entende na sua qualidade cinematográgica, para o qual o público não estava ainda preparado."

Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1986.

 

 
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