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Sinopse:
Manuel Garrido - abastado lavrador, criador de touros e hábil cavaleiro
tauromáquico - vê a sua razão de pessoa sensata escravizada pelo seu coração
impetuoso, quando duas mulheres lhe cabem no destino: Branca, toda
sensibilidade e doçura, símbolo das virtudes da mulher portuguesa; e Nina,
cantora estrangeira, estonteante e dominadora. Da tremenda luta que se trava
no espírito de Manuel Garrido, vencerá a prudência, que traz como prémio os
mais apoteóticos triunfos na arena.
Observações:
Terceiro filme sonoro português. No genérico, António Lopes Ribeiro está
creditado como sendo o realizador e Max Nosseck, um judeu alemão refugiado
em Portugal, como supervisor artístico e técnico. Porém, ainda hoje,
persiste a dúvida acerca de quem é que realmente dirigiu o filme.
Estreou comercialmente no cinema Tivoli, tendo em complemento o filme
"Douro, Faina Fluvial", em 8 de Agosto de 1934, com êxito de público e
critícas agradáveis.
"Uma restauração recente, feita a partir do negativo existente na Cinemateca
Francesa e pelos serviços de restauro desta, permitiu a revisão do filme no
esplendor original. O termo "esplendor" não o uso irónica ou
superlativamente. "Gado Bravo", convencionalíssimo no argumento, história de
um homem manso entre touros e mulheres bravias, um dos inúmeros filmes que
tem por cenário campinas e Ribatejo, faceta indispensável do luso folclore
que até ao 25 de Abril se revelou um dos mais sinistros filões do nosso
cinema, é plasticamente belo e é mesmo o mais belo de todo esse ciclo
ribatejano."
João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, col. Sínteses da Cultura
Portuguesa, Europália 91, ed. Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1991.
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