Amor de Perdição
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ficha técnica

Título original:
Gado Bravo

Origem:
Portugal

Duração:
107 min.

Local de Estreia:
Tivoli (Lisboa) - 8 de Agosto de 1934

Realização
António Lopes Ribeiro

Argumento
R. Erich Philippi

Diálogos
Correia da Silva

Assist. Realização
Arthur Duarte

Actores
Arthur Duarte
António Silva
Raul de Carvalho
Armando Machado
José Santos
Alfredo Nunes
Olly Gebauer
Mariana Alves
Siegfried Arno
Alberto Reis
Rui Gastão da Silveira

Dir. Fotografia
Heinrich Gartner

Decoração
Herbert Lippschiltz

Dir. Som
F. Bernaldez y Eder
L. Verol Frazão
Paul Boistelle

Música
Luís Freitas Branco
Hans May

Canções
Luís Freitas Branco

Produtor
Bloco H. da Costa

Interiores
Neuilly (França)

Exteriores
Lisboa - Praça Touros Campo Pequeno
Carcavelos
Ribatejo

Estúdio Som
Cameréclair
Rádio Cinema
Melodium

Distribuição
Agência Cinematográfica H. da Costa

negativo:
35 mm

som:

base de dados
filmes

 

Gado Bravo, de António Lopes Ribeiro (Col. Cinemateca Portuguesa)
Longa Metragem; 1934
Gado Bravo
de António Lopes Ribeiro
 

com    Nita Brandão (Branca), Olly Gebauer (Nina), Mariana Alves (Mariana), Raul de Carvalho (Manuel Garrido) e Arthur Duarte (Artur Fernandes).

"Gado Bravo", de António Lopes Ribeiro (Col. Cinemateca Portuguesa)  

Sinopse:

Manuel Garrido - abastado lavrador, criador de touros e hábil cavaleiro tauromáquico - vê a sua razão de pessoa sensata escravizada pelo seu coração impetuoso, quando duas mulheres lhe cabem no destino: Branca, toda sensibilidade e doçura, símbolo das virtudes da mulher portuguesa; e Nina, cantora estrangeira, estonteante e dominadora. Da tremenda luta que se trava no espírito de Manuel Garrido, vencerá a prudência, que traz como prémio os mais apoteóticos triunfos na arena.

Observações:

Terceiro filme sonoro português. No genérico, António Lopes Ribeiro está creditado como sendo o realizador e Max Nosseck, um judeu alemão refugiado em Portugal, como supervisor artístico e técnico. Porém, ainda hoje, persiste a dúvida acerca de quem é que realmente dirigiu o filme.

Estreou comercialmente no cinema Tivoli, tendo em complemento o filme "Douro, Faina Fluvial", em 8 de Agosto de 1934, com êxito de público e critícas agradáveis.

"Uma restauração recente, feita a partir do negativo existente na Cinemateca Francesa e pelos serviços de restauro desta, permitiu a revisão do filme no esplendor original. O termo "esplendor" não o uso irónica ou superlativamente. "Gado Bravo", convencionalíssimo no argumento, história de um homem manso entre touros e mulheres bravias, um dos inúmeros filmes que tem por cenário campinas e Ribatejo, faceta indispensável do luso folclore que até ao 25 de Abril se revelou um dos mais sinistros filões do nosso cinema, é plasticamente belo e é mesmo o mais belo de todo esse ciclo ribatejano."

João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, col. Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, ed. Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1991.

 

 
Associação para a Promoção do Cinema Português