|
Sinopse:
Os sonhos, dissabores, paixões, ciúmes e alegrias de uma pequena comunidade
de um popular pátio lisboeta. Alfredo, um bom rapaz, irmão do estouvado
Carlos Bonito, que namora a frívola Amália e é amado pela pensativa Suzana,
sua irmã; Narciso, bêbado crónico e "virtuoso" da guitarra, pai de Rufino,
seu "tutor" e sócio da leitaria; a senhora Rosa, viúva fresca e florista,
disputada por Narciso e o maniento Evaristo.
Observações:
Único filme realizado por Francisco Ribeirinho, o popular Ribeirinho, irmão
de António Lopes Ribeiro. Nele se encontrariam pela primeira vez no cinema
Vasco Santana, António Silva e o próprio Ribeirinho.
Estreou no cinema Eden, em 23 de Janeiro de 1942. É um dos grandes clássicos
da comédia portuguesa dos anos 30-40. Além de ser um grande actor,
Ribeirinho foi também um grande encenador teatral.
"(...) E os melhores momentos visuais de O Pátio (filme mais irregular do
que "O Pai Tirano", mas com melhores achados de mise-en-scène) apontam-nos
iniludivelmente a presença desse encenador. O aproveitamento do espaço do
Pátio (recriado em estúdio), as relações entre os vários espaços horizontais
e verticais dele, são ideias oriundas de uma tradição de teatro da revista
mas trabalhadas em função do espaço cinematográfico, revelando uma aguda
consciência do tempo e do jogo das situações que caracterizaram também as
melhores encenações de Ribeirinho."
João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, ed. Imprensa Nacional-Casa da
Moeda, 1991.
|